domingo, 1 de outubro de 2017

Sinto falta daqui, de mim, do que eu era e do que isso representava. Eu quero minha vida de volta.

sábado, 12 de setembro de 2015

Acho tão irônico o fato da segurança ser um "direito social" previsto pela Constituição Federal Brasileira. E digo isso porque tenho - assim como a maioria da população de Pelotas e do Brasil como um todo - a nítida sensação de que, atualmente, a tal da constituição anda em um "dia do contra", ou seja, a insegurança é que virou direito social.
Só essa semana ouvi relatos de umas 4 pessoas assaltadas à luz do dia em pleno centro da cidade. Além disso, é absurdo que Pelotas já tenha declarado 54 homicídios até agora (e acabou d e começar setembro!!). Mas até aí "tudo bem" porque até então são "só histórias". O problema só fica realmente expressivo (e falando de uma maneira bem egoísta) quando algo acontece contigo.
Hoje de manhã eu fui para o cursinho como faço todo dia, estacionei meu carro quase em frente ao prédio onde tenho aula, tranquei as portas e fui para a aula. Mas vejam só que ironia (mais uma): saio da aula as 12:15h e vejo a janela do carro quebrada, o rádio roubado e alguns estudantes do lado comentando o absurdo. O mais interessante é que as 08:00h (quando eu cheguei) o guardador de carro ainda gritou "tá bem cuidado tia" (percebi).
É frustrante ter bens materiais roubados, eu sei. Mas mais frustrante ainda é saber que a situação tende só a piorar dada a situação caótica do país.
Ah, quase esqueci: o meu cursinho fica a umas 2 quadras de distância do posto da Brigada Militar. Entretanto, não posso nem reclamar da falta de patrulhamento, porque em seguida que sai bufando de ódio com o meu carro arrombado passei em frente à Brigada e vi protestos. Parei e pensei: realmente, se eu estivesse ganhando 600 reais que nem eles minha preocupação também estaria centrada nos meus direitos.

Complicado viver assim. Complicado viver, como diz meu pai, no país do "salve-se quem puder".

domingo, 5 de abril de 2015

altas tretas

Eu queria sentar um dia com as pessoas, antes próximas de mim, e perguntar por que eu as afastei. Sim, eu imagino as respostas - mau-humorada, chata, grossa, indiferente -, mas eu queria entender os pontos de vista pra ver se assim eu tomo um choque de realidade e resolvo mudar certas atitudes em mim que acabam me tomando aqueles a quem eu mais amo.
Pode até parecer estranho que eu saiba disso tudo e saiba - acima disso - que a culpa é minha, mas aparentemente eu me acostumei comigo. Me acostumei com o fato de enjoar de alguns "alguéns" e não buscar mais, mas esquecendo que tem alguns que eu eu não queria esquecer.Alguns que eu queria ter tido mais conversas profundas, mais tardes de papo furado, mais músicas compartilhadas. Alguns que somem e eu simplesmente não procuro mais, talvez porque o meu orgulho seja muito grande ou por achar que eu posso encontrar outros iguais. Mas é impossível.
É impossível achar de novo algumas pessoas que eu tanto gostei e que eu quis tanto conviver e não consegui. É difícil entender isso, eu sei, mas o que eu vou fazer se eu sou a pessoa mais complicada que eu conheço? E com complicada eu quero dizer de entender e conviver, porque as vezes até eu tenho dificuldade nisso, que dirá os outros..
Mas enfim, é complicado existir assim. Preciso parar de pensar tanto, preciso viver mais.

PS: isso tudo continua se repetindo, de novo e de novo..e me causa medo, porque tem gente de mais atualmente que eu gosto muito. Que merda.

domingo, 8 de março de 2015

completa x complexa

Decidi melhorar, e espero que ninguém me faça desistir disso (de novo, diga-se de passagem). Decidi, depois de uma série de frustrações e de um tantinho de tristezas que eu preciso repaginar o que eu sinto, o que eu penso, como eu ajo e - principalmente - o que eu ando espalhando por aí. Eu percebi que o meu estado permanente de insatisfação me faz um mal tão grande que eu não posso deixar que isso me sufoque, caso contrário, é bem capaz que me encontrem morta de desgosto em algum bar qualquer dia desses. Quem além de mim pode mudar isso? Quem mais pode "me melhorar"? Ninguém!
Não digo que isso será fácil - até porque eu já tentei mudar as coisas muitas vezes e acabei desistindo -, mas não custa tentar de novo.. Se até o Raul Seixas tentou outra vez, por quê não eu (eim Leoni?)? Eu sei que tenho vivido desse jeito por vontade (ou falta dela) própria e que, de certa forma, isso já tá tão presente na minha personalidade que eu acabei me acomodando, mas anda tudo tão estranho. Tá todo mundo tão feliz que eu me pergunto a razão pela qual eu não posso ter isso pra mim. Mas eu posso, é só eu querer! 
Parece que eu depositei toda a minha possibilidade de alegria numa faculdade, e que, pelo simples fato de não estar nela - ainda -, eu não tenho o direito de ser feliz enquanto isso não acontecer. Mas da onde eu tirei essa porra de pensamento? Eu não sei, mas me desvencilhar dele tem sido a tarefa mais difícil da atualidade (tanto quando passar no vestibular).
Eu quero me apaixonar arrebatadoramente (tipo novela mexicana, e certamente eu vou me arrepender desse pedido), eu quero abraçar e sentir prazer nisso. Eu quero rir com os meus amigos sem que a mera lembrança do fracasso me deprima. Eu quero pensar menos e viver mais, eu quero sentir coisas boas sem achar que isso só é permitido depois de alguma realização de importância. Eu quero sentir tesão pelas minhas antigas paixões, eu quero ler mais criticas de cinema e voltar a descobrir bandas boas pelo simples prazer que isso me dava há uns anos atrás. Eu quero viver independente das obrigações profissionais. Eu quero prazer, eu quero uma vida, eu quero uma existência plena. Eu quero alegrias duradouras e mais sorrisos sinceros. Eu quero os meus olhares de mistério e a minha habilidade invejável de ler as pessoas de volta! Eu me quero com 15 mas com a maturidade dos meus 21, eu quero entender por que as minhas paixões - que me davam tanta vontade de viver - hoje não passam de obrigações ou meras lembranças... 
Eu me quero completa, e não complexa (por mais que eu insista em dizer que a minha excentricidade é a minha melhora característica).

'But are we all lost star trying to light upe the dark?'  :T

sábado, 22 de novembro de 2014

morrer aos 42

Hoje, apesar de ter tido uma noite incrível, eu chorei. Chorei por motivos egoístas, chorei de dor e chorei, principalmente, de tristeza por saber que um cara que eu admirava muito no cenário da música gaúcha morreu. Hoje, o Luciano - Leindecker - me mostrou o grão ingrata eu sou, o quão mesquinha posso ser por sentir inveja e o quão individualista eu sou por me preocupar com o meu eu.
Morrer com 42 anos é algo extremamente ruim, mas morrer aos 42 anos vítima de um câncer que te persegue há oito anos e que de certa forma, por durar tanto tempo, te dá esperança de cura, se torna muito pior para as pessoas que te cercam e que sonham com o teu bem-estar tanto quanto tu. Morrer aos 42 mostra que a vida é frágil, e que qualquer tempo desperdiçado pode vir a fazer falta no futuro. Morrer aos 42 me obriga a enxergar os meus 20 com olhos mas amorosos e menos rancorosos, e me faz, acima de tudo, agradecer por poder ter saúde em meio a tantas coisas ruins, mas que em momento algum podem ser comparadas à morte.
Morrer aos 42 me faz pensar e repensar. Me obriga a ser mais grata.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Insatisfação: o combustível da vida

Ando pensando em muitas coisas aleatórias nos últimos tempos, e entre tantas idas e vindas de devaneios me surgiu uma questão interessante: a insatisfação do ser humano. 
É engraçado (ou triste, não sei) como o ser pensante, a raça nobre, a obra prima de Deus consegue demonstrar tanta insatisfação a respeito de tudo e todos a sua volta. Parece até mentira, mas os homens (e as mulheres também, não me vejam machista) vivem num mundo baseado em expectativas e frustrações, que se apresentam - por vez - muito superiores às alegrias, onde fatores como paixão, emprego, família, carro, etc. são os determinantes aspectos que definem alegria (que na minha humilde opinião não passa de um estado momentâneo). É evidente que a vida se baseia nisso tudo, mas e depois? Depois que tudo foi conquistados? Que os sonhos foram realizados? Depois meus caros, vem o período da insatisfação que motiva, na maioria dos casos, à busca de novos ares e objetivos, mas que também serve para comprovar que a felicidade de obter o que se deseja não passa de um estado ilusório que acaba em pouco tempo.
Complicado isso de sempre querer algo diferente. Mas é mais complicado ainda tentar mudar essa realidade, uma vez que natureza humana não se transforma. Ela é assim e ponto final, a gente se acostuma e continua vivendo de alegrias pequenas (ou até grandes dependendo das pessoas) as quais vão se somando e somando, sem nunca serem suficientes.
É real que nem tudo será realizado, tampouco que o "nirvana" será atingido quando tudo for conquistado, mas a união balanceada da satisfação e da insatisfação absurda são relativamente suficientes a ponto de manter o homem na sua zona de conforto, limitando seus hábitos, suas crenças, sua vida, mas sempre motivando de alguma maneira bizarra que a insatisfação se transforme em ação, ou conformação.


OBS. Acho que eu nunca escrevi algo tão desconexo como hoje. Só queria ter dito que eu ando insatisfeita com a minha condição amorosa ultimamente (e que queria uma paixonite mesmo sabendo que sempre da merda), mas acabei discorrendo sobre um tema tangente à isso de uma forma meio brutal.
Estranho ser eu, muito estranho.

terça-feira, 6 de maio de 2014

não sei, mesmo

Coisas estranhas têm me deixado triste. Estranhas porque eu não consigo definir o que elas são, como elas me afetam e por quê elas existem (na verdade eu nem sei se elas existem). Tudo o que eu sei é que a dor tem sido um sentimento constante nos meus dias. Não dor física, mas dor em lugares impalpáveis, que eu não defino muito bem; e justamente por isso é que eu não consigo me livrar desse peso morto que se instalou em mim - ou que vem se instalando nos últimos 3 anos -.
É muito ruim viver de alegrias momentâneas. E eu digo isso porque eu tenho me segurado nelas nos últimos tempos, a final de contas, eu não tenho conseguido manter algo duradouro na minha vida (muito menos alegrias). Eu sinto que cada dia mais eu afasto as pessoas por não conseguir lidar com elas (ou por não querer compartilhar essa "coisa" com elas, não sei), bem como eu tenho me afastado daquilo que eu amo por falta de vontade, de paixão, de tesão pela vida. Parece que as coisas vão acontecendo e vão acumulando, acontecendo e acumulando, até o ponto em que eu sou tomada por um misto de sentimentos ruins que me impedem de ter sentimentos bons. E o pior é que esse acúmulo me coloca tão pra baixo que tudo me atinge, tudo me fazer chorar e nada (nada mesmo) me faz ter vontade de levantar de manhã.
Eu não sei o que tá acontecendo comigo, e por isso eu não sei o que fazer pra reverter. Eu só quero que passe...