terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ó ser contraditório...


De vez em quando me pego pensando o quão inconstante e mutável eu fui durante os últimos anos da minha vida. Mudei de pensamento, evolui, regredi, evolui de novo e no fim pensei: puta que pariu que foi que eu fiz?
Lembro-me bem que quando eu era criança sempre dizia: quero ser grande, salvar todos os animais do mundo e de quebra, ainda casar com o príncipe da Inglaterra! Como se não bastasse, era fresca, odiava livro com mais de 100 paginas e amava praia, verão e calor.
Já com cerca de 12 anos eu amava tanto boybands que chorava por elas. Sonhava em participar do programa do Gugu pra tentar conhecer o Gilson do Twister, que olharia pra mim e ficaria hipnotizado pela minha beleza pré adolescente: cabelos presos, calça de suplex, sandália da Kelly Key e pochete Malarrara (e eu arrasava). Nessa mesma idade, eu abominava qualquer tipo de comentário superficial em relação a meninos bonitos e bandas que eu gostava, a final de contas, eu era uma menina centrada e culta que chegava a ser incoerente: julgava as meninas mais velhas de forma errônea por conta das mesmas não saberem falar nada além de fulano, beltrano e ciclano que eram lindos, maravilhosos e cheirosos, ao mesmo tempo que me debulhava em lágrimas pelo Leandro do KLB, que era o ser mais perfeito da face da terra. Vai entender...
Hoje em dia as coisas são diferentes: quero voltar a ser criança, não tenho paciência com animais e não casei com o príncipe da Inglaterra (mas isso ainda poderá mudar). Continuo sendo fresca, só leio livros com mais de 100 paginas e abomino qualquer estação que me faça usar menos que uma calça e um blusão quentinho como vestimenta, a final de contas, eu não estou no mundo pra suar e feder ao mesmo tempo em que reclamo e me estresso com o calor infernal que está fazendo.
Junto com isso, posso afirmar com veemência também que a minha paixão por boybands não sumiu por completo (isso é segredo), mas em compensação, me nego a fazer uso de qualquer calçado que leve nome de alguma cantora “de sucesso”, bem como das calças coladas que são mais incomodas que lã “pinicante” e da pochete, que carrega no seu interior uma carga pesadíssima de breguisse.
Por fim sou obrigada a admitir: falar de fulano, beltrano e ciclano não só é bom como também faz um bem danado! Hoje eu reconheço que um homem, quando é bonito (leia-se barbudo), merece não só ser admirado, mas compartilhado com as amigas, uma vez que as mesmas tem pleno direito de desfrutar da sensação de debater sobre um cara que chama a atenção de alguma forma. Ô lá em casa! 
É, depois de analisar tantas situações ao longo dos meus 19 anos de vida eu chego a uma única conclusão: a contradição é a minha maior e melhor característica!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

eu não sei o que dizer.


Será que eu mudei tanto que nem ironias eu entendo mais? Será que tudo que eu acreditei a respeito de nós não passou de uma mentira? Pode até parecer hipocrisia, mas eu jurava que tudo continuava igual...
Passaram-se o que? Cinco meses, ou quase isso? CINCO MESES! E eu acreditando que durante esse tempo todo o teu afastamento era extremamente justificável, a final de contas, eu tenho aula e tu trabalhas e estuda. Pensei que depois do fatídico 21 de abril tudo tinha ficado normal, e que o então distanciamento era inevitável. Me enganei, profundamente.
Contudo, não venho me justificar, mas tentar colocar as cartas na mesa. Tu por acaso acha que pra mim têm sido fácil? Tu acha que naquela noite eu também não me irritei com as tuas atitudes? Tu acha mesmo que o injustiçado aqui é tu? PORRA!  Tô me sentindo o maior de todos os lixos do mundo agora, por conta de não entender muito bem o que tá acontecendo. Admito que eu busquei outros mais do que a ti, e digo que a tua falta de confiança em mim é extremamente plausível diante da atual (ou nem atual assim) situação, mas não sei como lidar com isso.
Tento expressar com palavras o que se passou dentro de mim nos últimos 10 minutos, mas mesmo assim continuo extremamente desolada, sinto um aperto tão grande, o qual engloba saudades, raiva, ciúmes e um toque de tristeza, e que por mais que eu tente justificar, eu não consigo. Tudo me dói agora, principalmente por ter percebido o quanto a gente mudou, e o quanto os nossos caminhos se desviaram. Não te culpo por buscar nos outros o teu consolo, tão pouco por estares decepcionado comigo, mas te juro que eu, na minha atual posição, não consigo dizer nada além de perdão.
Perdão por não ter sido quem tu esperavas. Perdão por ter mudado e ter esquecido de te avisa. Perdão por acabar com a tua dupla, a qual tinha tanto apresso por ti. E finalmente, mas não menos importante, perdão por não ter te buscado, por ter te descartado como lixo e por fazer com que tu te sentisses dessa forma. Não era a minha intenção, e eu acredito que tu saibas disso. E espero, acima de tudo, que tu lembres que a vida é bem melhor do que tu imaginas, e que eu sempre te amei porque tu eras exatamente assim como és, e que os outros são só outros, que por mais que possam ter te confortado, não te compreendem.
Eu espero que essa história não acabe aqui, por mais que ela tenha todos os motivos possíveis e impossíveis para isso. Espero, com todas as minhas forças, que um dia a gente ainda volte a ter alguma afinidade, até 1/64 daquilo que a gente já teve, e que num passado não tão distante, foi elogiado e invejado.
Sinto saudades, por mais que não pareça. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

ai ai, essas noites..

Dizem que é de noite que tudo faz sentido né? Pois bem, eu não concordo! Sejamos honestos, por acaso o fato de que o sol se pôs alguma vez acarretou uma brilhante ideia de como tudo é perfeitamente planejado, passando a fazer total sentido? NÃO! Muito pelo contrário...
Na minha opinião, tempo livre para pensar (o que é o caso dos minutos que antecedem o sono) só instiga mais ainda  a imaginação do indivíduo que procura respostas e razões para tentar compreender a sua mediocridade. O ser humano, de um modo geral, sente uma necessidade imensa de fantasiar soluções e de imaginar o quão perfeita seria a sua existência se os problemas e percalços não existissem no meio do caminho. A gente tenta justificar os nossos atos, responder as nossas indagações e suavizar as nossas ações idealizando um espaço perfeito, onde toda paixão é correspondida, toda briga é sucedida pelo perdão e toda porta fechada é compensada com duas janelas abertas.
Ai ai.. É, talvez as coisas não façam mesmo sentido à noite, mas sei lá, idealizar um mundo lindo ajuda a enfrentar esse aqui, o verdadeiro. E sabe, por pior que possa parecer tudo o que a gente vive, é muito bom saber que de noite a gente vai sonhar com tudo o que a gente queria, e depois vai acordar junto com o sol e pensar: "Que bom que a minha vida real é mais emocionante do que a minha história imaginada chata que insiste em ser perfeitinha e metradinha".

PS: A culpa da contraditoriedade humana é todinha da luminosidade, essa é a minha teoria! A gente dorme achando uma coisa e acorda achando outra, ai ai ai.