sexta-feira, 21 de setembro de 2012

eu não sei o que dizer.


Será que eu mudei tanto que nem ironias eu entendo mais? Será que tudo que eu acreditei a respeito de nós não passou de uma mentira? Pode até parecer hipocrisia, mas eu jurava que tudo continuava igual...
Passaram-se o que? Cinco meses, ou quase isso? CINCO MESES! E eu acreditando que durante esse tempo todo o teu afastamento era extremamente justificável, a final de contas, eu tenho aula e tu trabalhas e estuda. Pensei que depois do fatídico 21 de abril tudo tinha ficado normal, e que o então distanciamento era inevitável. Me enganei, profundamente.
Contudo, não venho me justificar, mas tentar colocar as cartas na mesa. Tu por acaso acha que pra mim têm sido fácil? Tu acha que naquela noite eu também não me irritei com as tuas atitudes? Tu acha mesmo que o injustiçado aqui é tu? PORRA!  Tô me sentindo o maior de todos os lixos do mundo agora, por conta de não entender muito bem o que tá acontecendo. Admito que eu busquei outros mais do que a ti, e digo que a tua falta de confiança em mim é extremamente plausível diante da atual (ou nem atual assim) situação, mas não sei como lidar com isso.
Tento expressar com palavras o que se passou dentro de mim nos últimos 10 minutos, mas mesmo assim continuo extremamente desolada, sinto um aperto tão grande, o qual engloba saudades, raiva, ciúmes e um toque de tristeza, e que por mais que eu tente justificar, eu não consigo. Tudo me dói agora, principalmente por ter percebido o quanto a gente mudou, e o quanto os nossos caminhos se desviaram. Não te culpo por buscar nos outros o teu consolo, tão pouco por estares decepcionado comigo, mas te juro que eu, na minha atual posição, não consigo dizer nada além de perdão.
Perdão por não ter sido quem tu esperavas. Perdão por ter mudado e ter esquecido de te avisa. Perdão por acabar com a tua dupla, a qual tinha tanto apresso por ti. E finalmente, mas não menos importante, perdão por não ter te buscado, por ter te descartado como lixo e por fazer com que tu te sentisses dessa forma. Não era a minha intenção, e eu acredito que tu saibas disso. E espero, acima de tudo, que tu lembres que a vida é bem melhor do que tu imaginas, e que eu sempre te amei porque tu eras exatamente assim como és, e que os outros são só outros, que por mais que possam ter te confortado, não te compreendem.
Eu espero que essa história não acabe aqui, por mais que ela tenha todos os motivos possíveis e impossíveis para isso. Espero, com todas as minhas forças, que um dia a gente ainda volte a ter alguma afinidade, até 1/64 daquilo que a gente já teve, e que num passado não tão distante, foi elogiado e invejado.
Sinto saudades, por mais que não pareça. 

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