sexta-feira, 31 de maio de 2013

De novo?

É engraçado como o ser-humano consegue ser burro. Sério mesmo, é espantosa a tamanha capacidade que nós, meros mortais, temos de sempre querer fazer o que não é certo. A gente cresce com a ideia de que tudo tem que ter um por quê, e pra responder esse por quê de tudo a gente acaba se submetendo a quase todo tipo de situação - constrangedora e com chances de arrependimento normalmente - só pra provar pra nós mesmos que de fato aquilo é ruim (ou bom, sei lá). Essa necessidade absurda que eu - principalmente - tenho de querer viver as coisas que muitos já viveram - e me disseram que foi ruim - só pra constatar que eu - monstra que sou - fiz besteira de novo, é a maior prova de que além de cabeça dura eu sou uma idiota master, que não quer ouvir outros e quer viver à favor do vento, sem medir, muitas vezes, as consequências das minhas péssimas decisões.
Claro que se atirar de cabeça em algum projeto, sonho ou bizarrisse qualquer nem sempre vai resultar em algo negativo, e eu acho que é justamente por isso que eu continuo insistindo no erro do cafa, lembra? O do chifre em cabeça de cavalo (que pode ser um unicórnio, sei la). Eu acho que por mais pessimista que eu seja  normalmente no meu dia-a-dia, essa esperança de que algo pode dar certo se eu investir as minhas fichas no dito "projeto" me movem a fazer umas bobagens. Eu tento, mas eu não consigo fugir da desilusão (só se desilude quem já está iludido, certo?). Eu quero, a todo custo, parar de insistir nesse erro bizonho de que eu posso mudar algo ou alguém de uma forma tão espetacular a ponto de fazer com que toda a minha esperança depositada alí valha à pena. 
Eu não tenho mais medo de fazer besteira, mas eu queria ter uma segurança, ou esquecer de vez e passar a viver de uma forma programada onde todas as minhas escolhas serão para o bem, deixando de lado toda essa preocupação que me atormenta. "Ir ou não ir, tentar ou não, fazer ou esquecer?" Ai ai, é tanta coisa que gira ao meu redor que as vezes eu queria simplesmente aterrizar em um planeta novo e tentar me acertar comigo mesma...



sexta-feira, 24 de maio de 2013

eu deveria..

sim, eu deveria estar dormindo! mas né, tudo é mais atraente, principalmente essa tal internet.
e eu deveria tantas outras coisas: me dar um pouco de sossego, não me envolver, não gostar, não conhecer. maaaaaaaas sempre parece que a gente faz bem o oposto do que deveria.
quero sair dessa vida, mas algo me puxa.

assim como essas frases soltas, sem sentido juntas, são as minhas histórias.
preferia não tê-las, por ora.

(texto sem sentido, como eu, agora..)

domingo, 19 de maio de 2013

pratique o desapego!

É como diz a co-criadora do blog: a prática do desapego é necessária..
Por que necessária? Simples: porque se apegar é uma merda. Achar qualidades em quem tem muitos defeitos é uma merda, sentir algo à mais é uma merda, ver chifre em cabeça de cavalo é uma merda (e esse texto também tá ficando uma merda, mas foda-se). 
Eu, particularmente, sou o tipo de pessoa que não se apega facilmente (nem pega facilmente), mas que quando, por um acaso doido do destino, se apega, meu caros, aí fode a porra toda. Eu sou o contrário do ditado: eu me apego e não pego. E o pior, ainda me ralo sozinha, porque até os meus amigos já cansaram de me ver persistir no mesmo o erro (o de sempre sabe, aquele do cafa barbudo com lábia e muito amor pra dar). 
Fico meio desgostosa da vida depois de ver o que eu vi hoje, mas fazer o que né?  A decepção faz parte da vida de todo ser-humano, mas ela sempre serve pra alguma coisa, nem que seja só pra mostrar que a gente precisa mudar a estratégia do "jogo" de vez em quando.
Hoje eu durmo triste, mas aliviada eu acho. :|

sábado, 18 de maio de 2013

Porém - sempre tem um porém..

Esse título vem do meu último rabisco postado aqui.
Algumas sensações são contradições disfarçadas de alegria.
É. A que me afligue, momentaneamente, é a esperança. Pelo que eu espero, eu não sei, acho que vou passar um longo tempo sem saber. Sem perspectiva. Mas com expectativa.
Talvez seja bem isso: não esperar. Ou esperar da vida.
Contradição. Sim ou não. Vontade e medo. Esperança e receio. Agora ou depois.

Quero agora e depois. Quero. E não quero.

E se o não querer for maior.. de novo?

Não, quero algo novo. E nem tão novo assim. Quero a minha contradição.

terça-feira, 14 de maio de 2013

sempre, nunca, tudo, nada, verdade, mentira.. é a vida!

A vida é engraçada. Acho que essa é uma frase que sempre foi e será verdade pra mim, comigo. Tá certo que eu só me meto em furada, que tudo parece lindo no começo e sempre acaba ‘seria cômico, se não fosse trágico’.
Sempre. Nunca. Palavras que retornaram ao meu vocabulário nos últimos tempos. Palavras que tem valor, e as pessoas esqueceram. Se não sabe o que significa, não vem falar comigo. Pelo menos, me poupa dessas palavras e da provável desilusão que elas trazem consigo. Gente sem sentimentos me cansa, gente sem coração eu dispenso. Gente esperta, que acha que sabe mais que todo mundo, mas que, na verdade, é vazia, superficial, quero o mais longe de mim possível.
É, eu sou tão radical quanto pareço e acho que todos deveriam ser assim. Mas a vida não é um morango com açúcar e as pessoas não são como nós esperamos. Nunca. E isso não quer dizer que pessoas que valem a pena não existem – também tenho ouvido muito isso nos últimos dias –, mas elas estão escondidas, temos que desvendá-las, como um tesouro perdido.
Tudo que é só nosso tem um sabor diferente, quando a pessoa se deixa conhecer só por nós, já torna tudo diferente. Porém – sempre tem um porém – é tão difícil acertar. Acho bonito isso, de ser ingênua, mas eu literalmente só me ferro por ser assim. Deveria ser, sei lá, nem sei o que é o oposto de ingênua, de ter fé nas pessoas. Ainda bem que sou assim, levo tombos por acreditar. Tenho pena de quem cai por enganar os outros, por não ter verdade em si.

domingo, 12 de maio de 2013

as cartas que eu não mando

"das pilhas de envelopes, já não cabem nos armários..."
Que saudades que eu tenho de ter alguém pra quem escrever. Não saudades do por quê eu escrevia, mas sim do ato em si, de deixar ali escrito tudo que eu precisava que o meu destinatário escutasse e que eu não tinha a mínima condição de falar ao vivo. E não, isso não é covardia, é só uma forma mais bonita e alternativa de desabafar, e o melhor de tudo, sem que o individuo em questão esteja na tua frente te olhando com cara de "ã?".
Escrever é um hábito que as pessoas deveriam manter durante toda vida (pelo bem da língua portuguesa), desde a infância até bem velhinhos. Para os bocós que dizem que ter um diário é coisa de criança eu respondo: não é! Ter um diário (e mais uns 15 cadernos espalhados pela casa) estimula o pensamento, a memória e principalmente o descarrego. Faz com que até mesmo os mais retraídos (tipo eu, em relação aos meus sentimentos) consigam tirar do peito o aperto proveniente de um desamor, desilusão, da raiva, do remorso ou até mesmo da alegria. 
Quando eu não caibo em mim, pego um papel e uma caneta e faço com tudo saia, deixando que coisas novas entrem e me tomem, alma e coração, e me renovem.