Escrever é um refúgio, um descarrego, e descarrego me lembra Igreja Universal do Reino de Deus. hahaha associações a parte, parece que eu me livro do fardo - ou de parte dele, ao menos - quando escrevo.
Se nem eu me entendo, como pedir pra alguém me entender? Mas não é isso.
Não queria sentir o que eu sinto, queria não sentir nada. Pena que o coraçãozinho e o cérebro da gente não são programáveis e, portanto, não são manipuláveis. Seria mais fácil e certamente menos sofrido. Só que quem iria aprender assim? Sem quebrar a cara, sem levar tombos. Aí a gente é obrigado a reagir, a levantar. E a vida segue. E mais gente aparece. E aquelas velhas pessoas também continuam aparecendo, mesmo que inconvenientes e idiotas.
Eu não entendo a razão das coisas acontecerem, e prefiro não saber. Algumas das situações mais sem propósitos que eu já vivi, eu escolhi viver. E aí tá a merda. Tudo tem a ver com as nossas decisões, com as nossas quedas, com os nossos pontos fracos. Tu acha mesmo que aquele ser que desperta aquele turbilhão de borboletas no teu estômago não sabe que faz isso? E aí mesmo, com essa certeza, provoca mais e mais confusões e ilusões.
Desejar o mal é uma coisa repugnante, e eu também queria não sentir isso, mas ainda não controlo meus sentimentos, eles têm vontade própria, têm liberdade. E falo a verdade, queria desejar o bem, ou apenas nem pensar.. mas é essa mania de querer fazer justiça com as próprias mãos, de precisar ver o outro sentindo o que causou, que não me deixa ficar apática a tudo isso.
Que a vida não permita que os nossos caminhos se cruzem, que tu te aquiete no teu canto pra sempre. Entendeu? Pelo menos, até o dia que tu não me afetar de nenhuma forma.. e esse dia vai chegar sem eu perceber..
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