quinta-feira, 24 de outubro de 2013

sonho, medo, frustração, dor, expectativa

Eu vou escrever sobre algo bem clichê: medo. E eu vou me dar essa liberdade por um motivo bem simples: porque eu tô com medo.
Não adianta me dizer que nesse momento que antecede o vestibular eu tenho que ficar calma, beber água e relaxar. Eu não consigo. É simplesmente inviável pra mim ficar inerte à situação. Eu tenho uma vontade incomensurável de chorar, de gritar, de correr sem rumo e me desapegar desse sentimento doído.
O medo que eu sinto é algo que foge de dentro de mim e se exterioriza da pior maneira possível: na forma de tristeza. Por mais que todos me digam que eu tô preparada e que a única pessoa que eu tenho que agradar ao entrar na sala de prova sou eu mesma, é quase impossível pra mim não pensar nas dezenas de pessoas que colocaram a minha vida em oração durante o ano, nos muitos professores que depositaram em mim a confiança de anos de trabalho e estudo, nos meus amigos que não me deixaram desistir do sonho e nos meus pais que, provavelmente, sonham com a minha aprovação tanto quanto eu. O medo de desapontar todas essas pessoas aliado a minha insegurança - que já faz parte de mim, intrinsecamente - consegue me tirar a tranquilidade, e me faz acreditar que eu não sou capaz, que eu não dei o meu melhor nesses últimos anos de sonho (5 se contar paves e afins). Eu sei que a última coisa que eu deveria sentir nesse momento é impotência, mas é tão difícil...
A única coisa que me resta, faltando pouco mais de um dia pra prova que pode vir a decidir o meu futuro, é me atirar no colo de Deus e pedir que Ele me faça cafuné até a hora de entrar na sala de prova, e que além disso Ele tire esse fardo de 200 kg que eu carrego nos meus ombros desde o dia em que eu decidi que fazer medicina era a única opção viável pro meu futuro. Ele é o único Cara capaz de me segurar e não deixar que eu enlouqueça agora. E não, isso não é terceirização de culpa ou algo do tipo, é simplesmente acreditar que Alguém bem mais alto que eu sonha esse sonho comigo, e que esse mesmo Alguém é capaz de me acalmar e me dar a força que falta nesse exato momento.
Eu posso até sentir medo, mas eu tenho a plena certeza de que Deus tem um controle tremendo sobre mim, e que Ele não vai me decepcionar, pelo simples fato de que Ele planeja coisas não frustráveis  pra mim. Eu creio nisso.

domingo, 29 de setembro de 2013

Cômico ou trágico?

Acho cômico viver. Ou melhor: trágico. 
Sim, trágico. 
Por quê trágico?
Porque a gente inventa cada coisa pra tentar fugir da realidade que só pode resultar em tragédia mesmo. HAHAHA
É triste chegar ao ponto de ter que fugir da realidade pra sentir alegria. Não sei explicar como nem o porquê, mas eu sempre acho que o mundo por si só é tão, mas tão frustrante,  que viver dentro dos meus próprios sonhos é mais aconchegante e menos doloroso. Contudo, a sociedade, o meio e o diabo á quatro me obrigam a sair da minha bolha pra sobreviver em meio do caos que me rodeia. Sim, caos (e o pior, eu gosto de caos), daqueles bem virados do avesso, que sempre deixam uma duvida pairando no ar, uma expectativa a ser alcançada e uma caralhada de incertezas. 
Eu sei, eu reclamo de mais. Mas ah, eu tenho esse direito de escrever pra extravasar. Acho mais digno escrever do que reclamar para os outros (porra, eu faço os dois). 
Mas tá, eu preciso de alguma coisa. Alguma coisa muito boa, daquelas que muda a vida pra sempre, que marca época e que acontece poucas vezes na vida. Sabe o marco "divisor de águas"? Pois é, tô precisando de um desses aí. Algo que venha, fruto de esforço ou de incerteza - tanto faz -, e que realmente mude a minha monotonia. Sim, monotonia! Ou tu acha que é divertido fazer cursinho pré vestibular e ter uma vida extremamente regrada onde a maior emoção da semana é poder sair sábado de noite pra "dar bandinha na gonça"? HAHAHAHAHA. Eu sei que é uma fase, e eu sei também que tem gente que passa bem mais do que dois anos nessa função de medicina, mas me julguem, eu tô atingindo um limite. Podem me chamar de fraca, medrosa, desertora ou qualquer outra adjetivo parecido com esses, mas pra mim tá dando  o que tinha que dar. 
Sim, eu reclamo, me faço de coitada, choro por coisas bizarras - desde vestibulares à pseudo-amores-unilaterais-não-correspondidos (mentira, por esse eu nem choro, hahaha) -, falo muita merda e chuto o pau da barraca e depois monto de novo, tudo isso pra ter um pouco de emoção (instabilidade emocional virou "emoção" agora, ó céus) nessa minha pacata e contraditória existência. 

obs 1: aceito pedras que movimentem meu poço
obs 2: aceito mensagens de bom dia
obs 3: #vemnimimmed
obs 4: o trágico e o cômico se confundem - e muito - quando o assunto é a minha vida, portanto, não me julguem por ser contraditória (ou julguem, sei lá, tô nem aí pra opinião de vocês.ou tô? vixe...)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

como não pensar?

Escrever é um refúgio, um descarrego, e descarrego me lembra Igreja Universal do Reino de Deus. hahaha associações a parte, parece que eu me livro do fardo - ou de parte dele, ao menos - quando escrevo.
Se nem eu me entendo, como pedir pra alguém me entender? Mas não é isso.
Não queria sentir o que eu sinto, queria não sentir nada. Pena que o coraçãozinho e o cérebro da gente não são programáveis e, portanto, não são manipuláveis. Seria mais fácil e certamente menos sofrido. Só que quem iria aprender assim? Sem quebrar a cara, sem levar tombos. Aí a gente é obrigado a reagir, a levantar. E a vida segue. E mais gente aparece. E aquelas velhas pessoas também continuam aparecendo, mesmo que inconvenientes e idiotas.
Eu não entendo a razão das coisas acontecerem, e prefiro não saber. Algumas das situações mais sem propósitos que eu já vivi, eu escolhi viver. E aí tá a merda. Tudo tem a ver com as nossas decisões, com as nossas quedas, com os nossos pontos fracos. Tu acha mesmo que aquele ser que desperta aquele turbilhão de borboletas no teu estômago não sabe que faz isso? E aí mesmo, com essa certeza, provoca mais e mais confusões e ilusões.
Desejar o mal é uma coisa repugnante, e eu também queria não sentir isso, mas ainda não controlo meus sentimentos, eles têm vontade própria, têm liberdade. E falo a verdade, queria desejar o bem, ou apenas nem pensar.. mas é essa mania de querer fazer justiça com as próprias mãos, de precisar ver o outro sentindo o que causou, que não me deixa ficar apática a tudo isso.

Que a vida não permita que os nossos caminhos se cruzem, que tu te aquiete no teu canto pra sempre. Entendeu? Pelo menos, até o dia que tu não me afetar de nenhuma forma.. e esse dia vai chegar sem eu perceber..

domingo, 28 de julho de 2013

não tô triste, mas também não tô normal.

Me bateu uma sensação estranha hoje. Um sentimento que não me esbarrava a pelo menos uns 4 anos, eu acho. Não que eu tenha voltado a sentir a exata "emoção" que eu sentia naquele tempo por essa pessoa específica, mas não sei, o fato de ter visto de uma forma que eu não via a muito tempo mexeu em algo que me provocou certa dor ou angústia (não sei bem ao certo), simplesmente por ter me feito recordar uma época que ao mesmo tempo me dá saudades e alívio, por conta de ter sido muito boa e ter acabado de uma forma tão súbita e ruim, eu diria.
Essa coisa doida que se apossou de mim hoje tá longe de ser uma recaída ou algo do tipo, mas trouxe á tona coisas das quais eu tinha esquecido, dores que eu não sentia a muito e "amores" que em algum momento da minha vida foram de extrema importância, mas que hoje não me despertam mais nenhum sentimento real e duradouro.
Eu sinto falta de pessoas que eu julgava importantes e simplesmente sumiram. Eu sinto saudades daquela época intensa, frustrante e ao mesmo tempo agradabilíssima que escorreu entre os meus dedos e que agora foi lembrada por causa dessa sensação doida - que felizmente já tá passando -.

:T

sexta-feira, 26 de julho de 2013

a vida precisa de um pouco mais de graça e de encanto.. mas tá difícil.

Tô, particularmente, de cara e revoltada com algumas coisas bem distintas. O fato de não existirem mais pessoas que valem a pena me faz perder as poucas esperanças que me restam. Falo isso sem drama, é a pura verdade. Mas né, acredito naquele velho e sempre repetido ditado: 'existe um chinelo velho pra todo pé cansado' ou algo assim. HAHAHAH Tô procurando meu pé cansado - acho que eu tenho mais cara de chinelo do que de pé, rs - mas tá difícil, ô se tá. Lamentações a parte, o que mais me incomoda também envolve isso, mas é maior: as enormes injustiças da vida. Juro, depois do arrebatamento, vou pedir pra conversar de pertinho com Deus, pra ele me esclarecer alguns detalhes, claro, se não for muito incômodo.
Gente que trai acha que precisa ser valorizada, gente trouxa fala de amizade, gente sem escrúpulos querendo respeito. Gente sem caráter se achando digna/merecedora de alguém. Isso só me confirma que eu não preciso conhecer mais ninguém. Tô feliz e satisfeita com os meus amigos, tenho muita sorte de tê-los comigo, ainda bem. Até porque sobre outro quesito tenho é muito azar, isso sim.
Ô vida injusta.. mas eu sei, Deus tarda, mas não falha. Deus não demora, capricha.
E pra essa gente aí, sem um pingo de verdade, que volte tudo em dobro. ;)

p.s. : tô revoltada mesmo! PQP! e que essa droga de colesterol baixe pra eu comer chocolate e ser feliz!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A arte de ser intrigante.

Acho fascinante o dom que certas pessoas têm de ser fascinantes. Pessoas únicas que te intrigam de uma forma tão absurdamente fantástica que são capazes de te tirar o sono em uma noite qualquer porque simplesmente não são facilmente decifráveis. Que coisa admirável de se ver, sério.
E o mais interessante disso tudo é poder conhecer alguém assim. Ou melhor, ser permitido a adentrar no mundo particular dessa pessoa que a primeira vista é bizarra, meio ambígua e talvez até um pouco contraditória, mas que com o tempo se revela estranhamente "normal" pra ti, que querendo ou não é muito parecido com ela, e que acabou se identificando com essa heterogeneidade toda. Pode até ser que tu discorde de certos pontos da personalidade do indivíduo em questão,  mas essas "falhas" são tão pequenas se comparadas ao tamanho caráter que o infeliz tem que acabam sendo "engolidas". E sabe que é até bom que esses defeitos existam? Gente perfeita demais aos nossos olhos cansa, perde um pouco o valor. 
Eu fico feliz de poder desvendar quem me intriga. E o melhor, poder compreender tão bem essa pessoa (ok, nem tão bem assim.. pessoas assim nunca se revelam por completo) a ponto de se colocar nas situações que ela vive, sentir o que ela sente e compartilhar da opinião dela. O fato de poder criar laços com alguém que te cativa por causa da personalidade me faz voltar a acreditar que em meio a tanta hipocrisia e mau-caráter presentes na sociedade, pequenos seres insurgem só pra te mostrar que eles existem e que não vão te deixar passar sozinho pelo mundo, mas vão apoiar os teus ideais e vão compartilhar idéias semelhantes contigo, simplesmente porque elas pensam como tu e precisam ser desvendadas, assim como eu também preciso.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Como assim?

Eu não sei muito bem o nome dessa coisa doida que eu venho sentido nas últimas semanas... Parece um misto de tensão e tranquilidade, apego e desapego, alegria e rancor, tudo junto e ao mesmo tempo. A coisa é tão estranha que se contradiz a todo tempo: é uma calma extrema que me deixa nervosa, uma alegria repentina que me deixa triste e uma confiança absurda que me deixa com um pezinho atrás.. Eu não consigo definir isso, mas eu posso dizer com todas as letras que eu tô numa fase meio estranha, carregada de coisas novas e impalpáveis.
Admito que tô com medo. Já é julho e eu sinto que perdi muito tempo nesses 7 meses que se passaram, mas ao mesmo tempo (olha a repetição de palavras tamara...) eu sei que coisas boas vem acontecendo à minha volta (isso é outra coisa bizarra, ainda não consigo definir se isso é bom mesmo). Além disso, eu ando sentindo um vazio estranho dentro de mim, uma espécie de bolha de ar que só tá ali pra impedir que algo edificante tome o seu lugar. 
Que confusão. Acho que 2013 tá meio indiferente comigo, ou melhor, tá deixando que eu tome as minhas próprias decisões e arque com as consequências delas, e isso me dá medo, porque me obriga a amadurecer certas áreas da minha vida que eu julgava "prontas" em matéria de maturidade. 
AH, SEI LÁ!
Minha cabeça tá uma doideira só... E o pior é que eu não sei o quão bom e o quão ruim isso é.